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Metal Concept

Futuro Sustentável com o Aço

por Metal Concept | em 29/01/2013 |  Comentários

Inovações na construção de aço ajudam a economia sair do descarte para um modelo voltado para a ecoeficiência.

A construção metálica, com o uso do ferro em escala industrial, ganhou impulso em meados do século XIX, associada ao processo de industrialização dos países participantes da Revolução Industrial. Ao mesmo tempo, as ferrovias disseminavam as estruturas metálicas.

Desenvolveram-se as teorias de cálculo estrutural, pesquisas de materiais, ensaios, detalhes de ligações, técnicas de montagem. Em 1851, iniciou-se a era dos grandes edifícios metálicos.

Em 1872, a primeira fábrica antecipou elementos estruturais da moderna construção com esqueleto de aço: as laterais do edifício apoiadas em vigas em balanço e a estabilidade lateral do prédio, garantida por rede de diagonais, como no contraventamento de modernos arranha-céus.

Avanços tecnológicos como o elevador permitiram a existência de edifícios de andares múltiplos. Nas décadas seguintes ergueram-se na Europa e nos EUA construções de edifícios de andares múltiplos em aço, com novas expressões arquitetônicas e novos materiais, desenvolvidos para a indústria de equipamentos.

Tratados políticos-comerciais com a Inglaterra ocasionaram o aparecimento dos primeiros edifícios e pontes de estrutura metálica no Brasil. Essa importação se justificou pelo alto grau de desenvolvimento técnico dos fabricantes, que asseguravam aos compradores produtos funcionais, racionais e duráveis, e pelo atraso da siderurgia brasileira. A produção interna de aço só tomou impulso na década de 40, com a criação da CSN. Na década de 50, a siderurgia brasileira teve novos estímulos. Nessa época, de elevadas taxas de industrialização e da política de substituição de importações de bens de consumo duráveis e de bens de capital.

Várias siderúrgicas foram instaladas no país, mas para atender a estas indústrias. Por isso, desde a década de 30 no século passado, a construção civil no país privilegiou o concreto e a alvenaria. Diante de todo esse desenvolvimento, entre os grandes desafios da humanidade para o século XXI, o tema mudanças climáticas é um dos mais urgentes. Recentemente, José Armando de Figueiredo Campos, presidente do IBS e do CEBDS-Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, divulgou documento “Fatos e Tendências para 2050″ da entidade congênere mundial, “WBCDS – World Business Council for Sustainable Development”, e ressaltou “que todos tomem as decisões certas. Não há outro futuro a não ser o futuro sustentável”. Recentemente, também, o professor Alfeu Trancoso afirmou que “A forma civilizatória atual, baseada em paradigmas ainda da Revolução Industrial do século XIX, se revela antiecológica e incompatível com um desenvolvimento auto-sustentável”. O homem não pode negligenciar o fato de que, como espécie dominante, vive também num ecossistema integral (atmosfera, hidrosfera,litosfera e biosfera), sendo apenas um elo dessa cadeia.

Solução Estrutural deve ser Escolhida em Razão dos Benefícios Prestados à Sociedade

O uso do aço agrega valor quando une a plasticidade às possibilidades estruturais. Chapas, cabos, barras, perfis laminados, perfis soldados e perfis formados a frio em diferentes seções, como no formato de “I”, “U”, “L’, “T”, assim como tubos de seção circular ou quadrada atendem a propostas bem variadas. Os revestimentos metálicos e os produtos pré e pós-pintados são alternativas para coberturas e acabamentos. No mesmo ambiente, novos sistemas construtivos estão sendo implementados. Concorrem hoje, por exemplo, a estrutura moldada in loco, a metálica, a pré-moldada de concreto, a metálica com pilar misto, a metálica com pilar pré-moldado, o light steel framing.

A sociedade está diante do concorrido e vasto mercado de materiais para construção. Sua comparação abrange desde a disponibilidade dos produtos às características dos materiais, garantias, preço, assim como amplo conhecimento de novas técnicas. A normalização, também importante, deve regulamentar a padronização e o dimensionamento com o apoio da mesma sociedade que demanda qualidade e inovação.

A solução estrutural deve ser escolhida em razão dos benefícios, dando ênfase não apenas a uma única análise comparativa como custo, peso ou tempo de uma construção. Há outros fatores que devem ser avaliados pelo seu valor agregado, custos econômicos, de produtividade e de sustentabilidade. A opção entre os materiais e os novos sistemas só pode ser assim decidida de forma racional após a análise conjunta de todos os fatores que influenciam a organização dos espaços e os interesses do cliente. O equilíbrio racional preconizado pelo desenvolvimento sustentável deve substituir o modelo de visão que prevaleceu até hoje e, historicamente, pôs em campos opostos progresso socioeconômico e conservação ambientaI.

Fonte:
CBCA
METALURGIA & MATERIAIS – Abril/2005

Açominas: Uso do Aço

por Metal Concept | em 29/01/2013 |  Comentários

Interface entre Perfis Estruturais Laminados e Sistemas Complementares
coletania uso aco 1 Açominas: Uso do Aço
Apresentação

É com grande satisfação que a Açominas lança este manual, primeiro de uma série de guias práticos destinados a arquitetos, engenheiros, fabricantes de estruturas, construtores e outros profissionais do segmento da construção metálica, com o objetivo de tornar mais fácil e eficiente o processo de elaboração e execução de projetos.

Os diversos sistemas de fechamento e a interface com os Perfis Estruturais Laminados Açominas são tratados neste manual de forma objetiva.

A abordagem do assunto é feita através de exemplos práticos das situações mais freqüentes, demonstrando-se para cada caso as soluções mais rápidas e econômicas.

1. Introdução

Neste manual são apresentadas diversas soluções possíveis para as interfaces entre a estrutura metálica e os demais sistemas complementares como paredes, painéis, placas e lajes.
É parte do processo de dimensionamento e detalhamento considerar as condições particulares de cada obra e atender às prescrições normativas vigentes. Este trabalho requer a participação de um profissional qualificado e com experiência específica comprovada.

As vedações, principalmente externas, são projetadas para resistir aos esforços horizontais oriundos da ação do vento e outras ações relevantes.

Os elementos metálicos de ligação (conectores) devem ser produzidos em aço galvanizado ou em material resistente à corrosão atmosférica e galvânica.

Sempre que for empregada solda de campo, esta deve ser realizada por profissional qualificado e inspecionada dentro dos padrões normativos.

A aplicação de material selante nas juntas externas precisa seguir rigorosamente as prescrições dos fornecedores e suportar a ação dos raios ultra-violetas (mastique poliuterânico ou silicone neutro, por exemplo).

A escolha do tipo de vedação a ser projetada necessita ser cuidadosamente avaliada e precedida do estudo das características de cada sistema ou processo e de uma verificação da disponibilidade de mercado.*

* Consulte lista de fornecedores no site: www.acominas.com.br/perfis

2 – Definições

2.1 – Painéis Pré-Moldados

São paredes inteiras, industrializadas, posicionadas externamente à estrutura. Quando fixados diretamente nos pilares, reduzem significativamente o peso das vigas externas, pois não transferem carga para as mesmas.
É o sistema com maior grau de industrialização, mas que tem no transporte tanto horizontal quanto vertical o seu ponto fraco.

Quando necessário podem substituir os contraventamentos metálicos externos, bastando que sejam corretamente projetados para tal situação.

2.2 – Placas

São elementos de vedação (externos ou internos) industrializados, que necessitam de uma estrutura auxiliar para fixação, geralmente composta por perfis de chapa galvanizada dobrada, denominada “steel-frame”.
O “dry wall” é o sistema interno mais comum.

As placas internas são geralmente de gesso acartonado e as externas em material cimentício, resistente a umidade. Neste último caso necessitam de isolamento térmico adicional (manta de lã de rocha ou vidro) aplicado no vazio interno, sendo as instalações, facilmente posicionadas no vazio entre as placas.

2.3 – Alvenaria tipo Cortina

São paredes executadas externamente à estrutura, apoiadas diretamente nas fundações ou em vigas de transição. A estabilização horizontal se dá por meio de conectores fixados à estrutura no nível das lajes ou vigas. Funciona como uma “pele” e é ideal para obras industriais, com grandes alturas.

2.4 – Alvenaria Desvinculada

São paredes fixadas à estrutura por meio de sistemas que permitem pequenas movimentações diferenciais segundo seu plano. São empregadas em obras com grandes vãos, acima de 5 ou 6m, geralmente comerciais e industriais.
Utilizam-se duas cantoneiras paralelas ou um perfil “U”, gerando sistema de encaixe da alvenaria que impede apenas movimentos transversais ao seu plano. Na junção entre a parede e o sistema de fixação formam-se juntas de movimento, incorporadas ao acabamento final.

É um sistema com alto grau de confiabilidade que reduz significativamente o nível de patologias.

2.5 – Alvenaria Vinculada

São paredes unidas solidariamente à estrutura, trabalhando ambas em conjunto, sendo mais utilizadas em edifícios com pequenos vãos, com até 5 m aproximadamente e destinados ao uso residencial ou salas comerciais, onde o emprego de juntas não é esteticamente desejado.
Nas ligações alvenaria-estrutura são empregadas barras de aço tipo estribo, denominadas ferros-cabelo, soldados à estrutura. Preferencialmente, devem ser empregados segmentos de telas eletrossoldadas, galvanizadas.

Este tipo de parede trabalha em conjunto com a estrutura, aumentando sua rigidez. Em casos especiais podem ser eliminados os elementos de contraventamento metálico (diagonais), transferindo os esforços para estas paredes.

Devem ser consideradas como elementos estruturais e devidamente dimensionadas conforme a Teoria das Diagonais Equivalentes.

2.6 – Lajes

Podem ser moldadas In loco”, com o emprego de formas apoiadas em treliças extensíveis ou compostas por elementos pré-moldados de concreto armado. Neste caso utilizam-se placas ou elementos extrusados e pré-tencionados para grandes vãos de até 12m.
Podem ser empregadas formas de aço que funcionam como armaduras incorporadas, denominadas “steel-deck”, possibilitando alta produtividade e segurança.

2.7 – Juntas de Movimento

São utilizadas para aliviar as tensões resultantes de movimentações diferenciais entre os diversos componentes de uma edificação. São incorporadas à solução estética formando um conjunto harmônico.
Devem ser executadas por profissional qualificado, seguindo rigorosamente as recomendações do fabricante do selante e o material empregado deve resistir às condições climáticas.

Construtoras inovam e apostam na força e praticidade do aço

por Metal Concept | em 31/08/2012 |  Comentários

As construtoras investem em métodos diferenciados nas obras, como o aço, para atender a grande demanda por habitação. São projetos para construção de casas lineares e até de prédios pelo sistema, que é mais rápido e econômico. No Rio é possível encontrá-los em Volta Redonda, em um condomínio para o segmento econômico em parceria com a prefeitura.

Em agosto, na Construmetal 2012, em São Paulo, serão apresentadas mais novidades sobre uso do aço na construção civil. A Caixa Econômica Federal já aceita este método construtivo e os interessados em unidade contam com financiamento habitacional. Segundo a diretora do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), Catia Mac Cord, o material pode ser usado em qualquer tipo de imóvel, do mais simples ao mais elaborado.

“O sistema construtivo em estrutura metálica é mais rápido e com menor impacto do que a construção tradicional. Seus componentes saem da fábrica para a obra onde a montagem é feita. Em função da maior velocidade de execução, haverá ganho adicional pela ocupação antecipada do imóvel”, diz Catia.

As construtoras que adotam o método também são beneficiadas, pois o retorno do capital investido é mais rápido. De acordo com Catia, a redução do tempo de obra é de até 40% quando comparada aos processos convencionais, já que a fabricação da estrutura é feita em paralelo às fundações, permitindo trabalhar em diversas frentes de serviços simultaneamente.

A diminuição de formas e escoramentos e o fato de a montagem da estrutura ser menos afetada pela ocorrência de chuvas são outros fatores que contribuem para esta redução. O aço também é 100% reciclável.

Método é mais uma alternativa

É importante observar que o aço chegou não para substituir os materiais tradicionais, mas para oferecer ao setor mais opção na hora de construir. A afirmação é do arquiteto da Usiminas e especialista em construção em aço, Roberto Inaba.

“Ao profissional competente, arquiteto ou engenheiro, cabe conhecer todos os materiais e tecnologias disponíveis para utilizá-los da forma mais adequada e aproveitando suas melhores características. Vivemos momento importante na construção que começa a dar passos significativos rumo à modernidade, à industrialização, à diminuição drástica de desperdícios e à racionalização e enobrecimento da mão de obra”, explica.

Ele ressalta que no segmento de habitações populares há número expressivo de empreendimentos construídos em aço. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), já fez 203 edifícios com estrutura de aço, o que corresponde a aproximadamente 4.500 apartamentos. “Temos obras no Pará e Santa Catarina, tudo financiado pela Caixa Econômica Federal e dentro do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’”, diz Inaba.

Prédio em Caxias terá estrutura de metal

A construtora Arte a Metro pretende usar a estrutura metálica (pilares e vigas) no Residencial Assuero, em Duque de Caxias.

“Analisamos sistemas de fechamentos industrializados, como de paredes em concreto, com a utilização de formas metálicas”, diz Elaine Condor, diretora da empresa.

O Assuero está com obras em ritmo acelerado e a previsão de entrega é para abril de 2013. Ao todo são 128 unidades de dois quartos com varanda, além de área de lazer.

“Há apenas nove apartamentos à venda com preços a partir de R$ 100 mil cada e financiamento pela Caixa”, lembra. Além disso, a Arte a Metro, em parceira com a Usiminas, construirá 260 unidades na Região Serrana. Segundo o arquiteto da Usiminas, Roberto Inaba, em Cachoeiro do Itapemirim (ES), a Premax está erguendo empreendimento com 496 moradias para quem recebe até R$ 1.600, pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’.

Fonte:

CBCA / O Dia Online
Publicação: 02/08/2012